Sou deficiente motor (e NÃO gosto)
Tenho, na última semana, deparado a minha pessoa a braços com uma nova, frustrante e delapidante realidade: a vida de todos aqueles que têm uma deficiência ao nÃvel da locomoção é incomportavelmente dÃficil.
Já que este assunto é delicado, peço a todos aqueles (e aqui está uma singela alusão a esse grupo de parcos algolágnos que, por terem vidas tão socialmente activas como as anémonas, se prestam a este tipo de flagÃcio) que lêem esta produção para atentarem na seriedade e na dignidade inexpugnáveis a tal questão.
O deficiente motor temporário (como agradeço a São Joshua, padroeiro de todos os autores de imbecilidades como estas que tanto gosto de arrolar, por ser), depara-se no seu dia-a-dia com situações por demais desmotivantes e intoleráveis.
Como se não fosse suficiente o simples facto de ter de se deslocar de canadianas (que cansam de C******), há ainda as escadas (que quando são três aturam-se, mas quando são QUARENTA, como as que eu tenho de subir todos os dias, só nos dão vontade de, quando chegamos lá acima, atirar alguém - pode ser a Elizabete, acho que se pusermos uma vaca-marinha com o cio no lugar dela, ninguém nota a diferença - cá para baixo), os pisos molhados (que nos fazem tentar equilibrar em quatro pernas, o que, tendo em conta que uma delas está lesionada e outras duas não têm joelhos nem pés, se torna num feito ao nÃvel dos de MacGyver) e as intratáveis perguntas da praxe (as empregadas da execrável Filipa de Vilhena parecem retirar um prazer mórbido dos quesitos "Atão, rapariga? Com'é qu'isso foi? É pra canto tiempo? Ah... E não estás com gesso, pois não?" ao que a infeliz acidentada - EU - responde "Pzé, pzé... Foi nas escadas lá de casa... É para duas semaninhas... Não, não pus gesso, só estou com um pé-elástico..") (atente-se, neste momento, na minha vontade inrotulável de lhes enfiar as canadianas por uns orifÃcios que eu cá sei).
Acho que se impõe a utilização do solene dito "Tomem um Merdium".
Sou quem sabeis, Maria Cachucha
Já que este assunto é delicado, peço a todos aqueles (e aqui está uma singela alusão a esse grupo de parcos algolágnos que, por terem vidas tão socialmente activas como as anémonas, se prestam a este tipo de flagÃcio) que lêem esta produção para atentarem na seriedade e na dignidade inexpugnáveis a tal questão.
O deficiente motor temporário (como agradeço a São Joshua, padroeiro de todos os autores de imbecilidades como estas que tanto gosto de arrolar, por ser), depara-se no seu dia-a-dia com situações por demais desmotivantes e intoleráveis.
Como se não fosse suficiente o simples facto de ter de se deslocar de canadianas (que cansam de C******), há ainda as escadas (que quando são três aturam-se, mas quando são QUARENTA, como as que eu tenho de subir todos os dias, só nos dão vontade de, quando chegamos lá acima, atirar alguém - pode ser a Elizabete, acho que se pusermos uma vaca-marinha com o cio no lugar dela, ninguém nota a diferença - cá para baixo), os pisos molhados (que nos fazem tentar equilibrar em quatro pernas, o que, tendo em conta que uma delas está lesionada e outras duas não têm joelhos nem pés, se torna num feito ao nÃvel dos de MacGyver) e as intratáveis perguntas da praxe (as empregadas da execrável Filipa de Vilhena parecem retirar um prazer mórbido dos quesitos "Atão, rapariga? Com'é qu'isso foi? É pra canto tiempo? Ah... E não estás com gesso, pois não?" ao que a infeliz acidentada - EU - responde "Pzé, pzé... Foi nas escadas lá de casa... É para duas semaninhas... Não, não pus gesso, só estou com um pé-elástico..") (atente-se, neste momento, na minha vontade inrotulável de lhes enfiar as canadianas por uns orifÃcios que eu cá sei).
Acho que se impõe a utilização do solene dito "Tomem um Merdium".
Sou quem sabeis, Maria Cachucha

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