Ora cá estamos nós de volta a este belo apontamento. Sábado, dia... 6 de Dezembro, 18 dias para esse belo dia em que se recebem as prendas e o dinheirinho, 19 para o fastidioso dia do farrapinho velho com a admirável familiazinha e as consequentes criancinhas que nunca morrem de pneumonia ou de meningite durante o ano. Oh my God, I'm so joyful...
Eram 9 da manhà de hoje e dirigia-me eu, sonolenta e olheirenta, fazendo-me acompanhar da minha excelsa Mãezinha, a esse grande espelho de civilização que é o supermercado. A nossa intenção primária era ir Ãs compras, mas toda a gente sabe que compras é o que menos se acaba por fazer em supermercados, dada a impossibilidade de movimentção em tao exÃguo, superpovoado e interessante espaço.
Direi até mais, o supermercado quase consegue destronar as camionetas dos Carvalhos em matéria de análise populacional (embora as camionetas dos Carvalhos tenham um lugar perfeitamente inapartável e inatÃngivel no coração de todo o bom português que se dedique à análise populacional deste paÃÂs).
Mas estávamos no parque de estacionamento. Bem intencionadas como de costume, com aquela moedinha de plástico vermelho impregnada de classe que nos dão para metermos na ranhura do carrinho (sim, a mesma que metemos no porta-luvas, ou na carteira, ou seja lá onde for, e à  qual, de semana a semana, dedicamos algumas horas do nosso dia à  procura, acabando sempe por ir pedir outra à menina das informações). Tiramos o carrinho e deixem-me agora falar do carrinho. O carrinho. Não há palavras para o descrever, mas tentarei ser fiel e objectiva, muito embora se me assemelhe esta tarefa impossÃÃvel, já que a minha relação com o carrinho se desenvolve desde tenra idade e há laços de amizade que vÃo além de toda a objectividade. O carrinho é equiparável ao carro de Apolo, mas sem os cavalos e as luzes todas. É equiparável ao trenó do Pai Natal, mas sem as renas e prendas só se pagarmos por elas. O carrinho é um meio de locomoção de compras que há-de ter dado ao seu criador o Nobel da Tecnologia. Com as suas quatro rodas que vão cada uma para seu lado, obrigando o condutor a manobras perigosÃÂssimas em corredores cheios de gente e o seu belo cesto vermelho "não-ultrapassar-os-15-kg", grande atractivo no design já de si moderno e arrojado, o carrinho auto-assume-se como o Senhor do Supermercado. Durante o dia, assume aquela pose inocente de simples meio locomotor de cenouras e toalhetes, mas à  noite é vê-los a reunir nos armazéns e organizarem, juntamente com os monta-cargas e os escadotes, ofensivas aos balcões frigorÃficos do peixe e do queijo. Bem sei, é uma visão dificil de ser aceite, mas não é por isso que é menos real.
E com esta pequena introdção à  realidade do carrinho de supermercado me despeço por ora. Já tou farta disto, depois continuarei a saga do Supermercado. Perguntam vocês "mas afinal, qual é a intenção desta anormal ao contar-nos isto?". Boa pergunta.
Beijinho Beijinho
Sou quem sabeis, Maria Cachucha
Eram 9 da manhà de hoje e dirigia-me eu, sonolenta e olheirenta, fazendo-me acompanhar da minha excelsa Mãezinha, a esse grande espelho de civilização que é o supermercado. A nossa intenção primária era ir Ãs compras, mas toda a gente sabe que compras é o que menos se acaba por fazer em supermercados, dada a impossibilidade de movimentção em tao exÃguo, superpovoado e interessante espaço.
Direi até mais, o supermercado quase consegue destronar as camionetas dos Carvalhos em matéria de análise populacional (embora as camionetas dos Carvalhos tenham um lugar perfeitamente inapartável e inatÃngivel no coração de todo o bom português que se dedique à análise populacional deste paÃÂs).
Mas estávamos no parque de estacionamento. Bem intencionadas como de costume, com aquela moedinha de plástico vermelho impregnada de classe que nos dão para metermos na ranhura do carrinho (sim, a mesma que metemos no porta-luvas, ou na carteira, ou seja lá onde for, e à  qual, de semana a semana, dedicamos algumas horas do nosso dia à  procura, acabando sempe por ir pedir outra à menina das informações). Tiramos o carrinho e deixem-me agora falar do carrinho. O carrinho. Não há palavras para o descrever, mas tentarei ser fiel e objectiva, muito embora se me assemelhe esta tarefa impossÃÃvel, já que a minha relação com o carrinho se desenvolve desde tenra idade e há laços de amizade que vÃo além de toda a objectividade. O carrinho é equiparável ao carro de Apolo, mas sem os cavalos e as luzes todas. É equiparável ao trenó do Pai Natal, mas sem as renas e prendas só se pagarmos por elas. O carrinho é um meio de locomoção de compras que há-de ter dado ao seu criador o Nobel da Tecnologia. Com as suas quatro rodas que vão cada uma para seu lado, obrigando o condutor a manobras perigosÃÂssimas em corredores cheios de gente e o seu belo cesto vermelho "não-ultrapassar-os-15-kg", grande atractivo no design já de si moderno e arrojado, o carrinho auto-assume-se como o Senhor do Supermercado. Durante o dia, assume aquela pose inocente de simples meio locomotor de cenouras e toalhetes, mas à  noite é vê-los a reunir nos armazéns e organizarem, juntamente com os monta-cargas e os escadotes, ofensivas aos balcões frigorÃficos do peixe e do queijo. Bem sei, é uma visão dificil de ser aceite, mas não é por isso que é menos real.
E com esta pequena introdção à  realidade do carrinho de supermercado me despeço por ora. Já tou farta disto, depois continuarei a saga do Supermercado. Perguntam vocês "mas afinal, qual é a intenção desta anormal ao contar-nos isto?". Boa pergunta.
Beijinho Beijinho
Sou quem sabeis, Maria Cachucha

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