domingo, dezembro 07, 2003

Em defesa dos diletantes

Ai eu sei, eu sei... Hoje era suposto continuar-se a Saga do Supermercado - Episodio II ( A revolta das donas-de-casa), mas apresento desde ja duas razoes plausÃiveis para nao continuar com esta bela divagaçao: primeiro, o numero de pessoas que leem isto varia entre o 0 e o 0; e segundo, acho que todos os diletantes merecem este tipo de honra (e que todo o resto do povo merece saber o que e um diletante).

Ora, comecando pelo fim, um diletante e, por assim dizer um amante das artes, sendo esta arte geralmente associada a  musica ou a  literatura. E sim, eu admito-me como como aspirante a diletante. E passo a explicar: um diletante e um(a) gajo/a que aprecia o seu Tolstoi, que se sente realizado ao analisar as producoes do ultimo album do Solomon Burke e que gosta de ver exposiçoes denominadas "A explosao demografica das couves-de-Bruxelas em 1983 - Apontamentos Fotograficos", mas geralmente esse tipo de gajo/a vive dos rendimentos, ou da herança de um tio albanes, ou e ate mesmo alguem que se dedica, durante o Verao, ao mesmo tipo de actividade que o Zeze Camarinha, ficando com o resto da ano livre para exercer o diletantismo. Ou seja - e um(a) gajo/a com dinheiro para gastar no seu livrinho, ou no seu CDzinho, ou na sua exposiçaozinha em Serralves ou coisa do genero.
Ora, eu sou uma simples. Estudo, vivo a  pala dos meus queridos paizinhos, que, para infelicidade da minha carteira, nÃo sÃo ricos, nÃo dispondo, por isso de fundos para gastar em coisas culturais ( e nÃo, o verdadeiro diletante nÃo se presta a ler ou ouvir CDs na FNAC, isso e coisa de mentes pouco cultas, muito menos a ir ao Domingo de manhà a Serralves a  borliu, porque Domingo e dia de ir a  missa). Por isso, sou uma diletante pobre, que se limita a ler os livros que lhe dÃo no Natal e a ouvir os CDs que rouba aos amigos e a ir as exposicoes as quais a escolinha organiza vistas de estudo. Oh meu Deus, a dor...
E por isso que venho apelar a este blog. Um dia que isto seja conhecido, os excelsos leitores hÃo-de querer contribuir para a formacao da autora desta tristeza sob pena de um dia eu entrar em depressão por falta de cultura e nunca mais aqui escrever. Ah, pois é! Mandem as vossas contribuições para o Zoo da Maia, devidamente endereçados à  Maria Cachucha, que depois eles fazem o favor de me entregar a vossa generosidade ou então dirijam-se a mim na rua e sejam solidários nesta causa para por fim à  minha ignorância. Desde já muito agradecida.

E é esta a grande questão a ser tratada hoje. E como já foi tratada, aqui me despeço.

Sou quem sabeis, Maria Cachucha.