quarta-feira, julho 14, 2004

Joshua, tende piedade de mim, sim?

Há bocado, estava deliciosamente atenta à SIC Mulher, num daqueles meus espasmos de estupidificação a que as férias tão facilmente me dispõem, quando começa a Oprah.

Eu gosto de ver a Oprah. Gosto das pessoas que lá vão e gosto de fazer apostas com o meu irmão relativamente à quantidade de base que ela usa. Às vezes até consigo gostar do programa.

Hoje, começa a Oprah, e começo a ouvir uma música que não me é estranha.

"You are... my fire
The one... desire
Believe... When I say
I want it that way."

Qualquer coisa dentro de mim começou a comichar. Vagas lembranças dos idos de 1997, em que as paredes do meu quarto eram forradas com posters de uns gajos quaisquer. Sim, eu também tinha uma t-shirt deles, não tinha? Quê? Eu?! Concerto na Praça de Touros de Cascais, dia 15 de Abril de 1998? Só podem estar a brincar comigo.

Mas depois dei-me contar de que é verdade. Eram 5, eram de Orlando e ainda hoje sei o nome e o apelido deles todos, a data de nascimento de alguns e as letras de três álbuns de cor.

Falo, claro está, dos Backstreet Boys. Hoje custa-me escrever este nome. Também me custa falar neles. Fico gaga. Quando tenho de dizer que fui ao concerto deles, a minha vontade é atirar-me da janela mais próxima, e, naquele dia em que dei por mim a cantar a "Show me the meaning of being lonely" no autocarro,
as únicas palavras que disse durante três dias andavam à volta de "Backstreetburghhhhhh", "Nicknheeee" ou "Morangos com Açúcaaaaarrrgggghhheeeee".

Mas depois passou-me.

E que é que eu tenho a ver com isso?, pergunta-se o leitor. Primeiro, mãe, é obrigação tua zelares pelo bem-estar da tua filha. Segundo, espero que escrever sobre isto no blog exorcize de vez estes demónios que me possuem de vez em quando.

Amén.

Sou quem sabeis, Maria Cachucha