Joshua, tende piedade de mim, sim?
Há bocado, estava deliciosamente atenta à SIC Mulher, num daqueles meus espasmos de estupidificação a que as férias tão facilmente me dispõem, quando começa a Oprah.
Eu gosto de ver a Oprah. Gosto das pessoas que lá vão e gosto de fazer apostas com o meu irmão relativamente à quantidade de base que ela usa. Às vezes até consigo gostar do programa.
Hoje, começa a Oprah, e começo a ouvir uma música que não me é estranha.
"You are... my fire
The one... desire
Believe... When I say
I want it that way."
Qualquer coisa dentro de mim começou a comichar. Vagas lembranças dos idos de 1997, em que as paredes do meu quarto eram forradas com posters de uns gajos quaisquer. Sim, eu também tinha uma t-shirt deles, não tinha? Quê? Eu?! Concerto na Praça de Touros de Cascais, dia 15 de Abril de 1998? Só podem estar a brincar comigo.
Mas depois dei-me contar de que é verdade. Eram 5, eram de Orlando e ainda hoje sei o nome e o apelido deles todos, a data de nascimento de alguns e as letras de três álbuns de cor.
Falo, claro está, dos Backstreet Boys. Hoje custa-me escrever este nome. Também me custa falar neles. Fico gaga. Quando tenho de dizer que fui ao concerto deles, a minha vontade é atirar-me da janela mais próxima, e, naquele dia em que dei por mim a cantar a "Show me the meaning of being lonely" no autocarro,
as únicas palavras que disse durante três dias andavam à volta de "Backstreetburghhhhhh", "Nicknheeee" ou "Morangos com Açúcaaaaarrrgggghhheeeee".
Mas depois passou-me.
E que é que eu tenho a ver com isso?, pergunta-se o leitor. Primeiro, mãe, é obrigação tua zelares pelo bem-estar da tua filha. Segundo, espero que escrever sobre isto no blog exorcize de vez estes demónios que me possuem de vez em quando.
Amén.
Sou quem sabeis, Maria Cachucha
Eu gosto de ver a Oprah. Gosto das pessoas que lá vão e gosto de fazer apostas com o meu irmão relativamente à quantidade de base que ela usa. Às vezes até consigo gostar do programa.
Hoje, começa a Oprah, e começo a ouvir uma música que não me é estranha.
"You are... my fire
The one... desire
Believe... When I say
I want it that way."
Qualquer coisa dentro de mim começou a comichar. Vagas lembranças dos idos de 1997, em que as paredes do meu quarto eram forradas com posters de uns gajos quaisquer. Sim, eu também tinha uma t-shirt deles, não tinha? Quê? Eu?! Concerto na Praça de Touros de Cascais, dia 15 de Abril de 1998? Só podem estar a brincar comigo.
Mas depois dei-me contar de que é verdade. Eram 5, eram de Orlando e ainda hoje sei o nome e o apelido deles todos, a data de nascimento de alguns e as letras de três álbuns de cor.
Falo, claro está, dos Backstreet Boys. Hoje custa-me escrever este nome. Também me custa falar neles. Fico gaga. Quando tenho de dizer que fui ao concerto deles, a minha vontade é atirar-me da janela mais próxima, e, naquele dia em que dei por mim a cantar a "Show me the meaning of being lonely" no autocarro,
as únicas palavras que disse durante três dias andavam à volta de "Backstreetburghhhhhh", "Nicknheeee" ou "Morangos com Açúcaaaaarrrgggghhheeeee".
Mas depois passou-me.
E que é que eu tenho a ver com isso?, pergunta-se o leitor. Primeiro, mãe, é obrigação tua zelares pelo bem-estar da tua filha. Segundo, espero que escrever sobre isto no blog exorcize de vez estes demónios que me possuem de vez em quando.
Amén.
Sou quem sabeis, Maria Cachucha

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