Couves que desabrocham
Hoje apeteceu-me procurar no Google por "poesia couves". ("Mata-te, Cachucha! Mata-te!")
Para além de umas coisas sobre Cesário Verde, apareceu isto, de Carlos M. Neves.
I
A minha cabeça dourada tomba
Enchida de filamentos de tédio,
Abundantes como os pêlos na juba
Dum leão decrépito e insádio.
Na minha face, onde se enrugam
Vias rugosas e indeterminadas,
Onde todas as luzes se apagam,
Derrama-se latas de tintas pálidas...
E as minhas garras de fera domada
Caem com meus olhos que rebolam
Como uma bola podre e mal jogada
Num campo de couves que desabrocham.
Meus dentes caninos de felino
Cravam-se na minha lingua doce,
Arrancam um bocado pequenino
Com a facilidade de uma foice.
Ilusão... O sabor é agridoce!
II
A barba oculta a minha tristeza
E um sorriso já muito esquecido
Que tento reavivar, com clareza,
Com uma navalha de ar cansado.
E entre as cicatrizes do passado
A que vivi agarrado, já velhas,
Está um destino inacabado,
Consumido, reduzido a faúlhas...
...Caídas como água pelas calhas...
III
Ah! Como eu queria ser um gato
E correr a cidade pelas telhas
E saltar dum telhado, lá no alto,
E deixar-me escorregar p'las calhas!
Desafiar a vida sete vezes,
Saltar as cercas e cair em pé,
E comer em restaurantes chineses
Deitado num enorme canapé!
E dar "vivas" por mim numa catedral,
Fazer dançar o padre e o cardeal,
Tocar os sinos num tom anormal,
E celebrar uma missa original...
...Para acompanhar o meu funeral!
23 Março 1989
Quem quiser mais disto, pode vir aqui.
(Eu não sabia que as couves desabrochavam.. Pensei que, pronto, elas crescessem, assim... Pronto, crescessem, taij'aver? Quer dizer, desabrochar... Pronto, 'tá bem, é pruque sim.)
Para além de umas coisas sobre Cesário Verde, apareceu isto, de Carlos M. Neves.
I
A minha cabeça dourada tomba
Enchida de filamentos de tédio,
Abundantes como os pêlos na juba
Dum leão decrépito e insádio.
Na minha face, onde se enrugam
Vias rugosas e indeterminadas,
Onde todas as luzes se apagam,
Derrama-se latas de tintas pálidas...
E as minhas garras de fera domada
Caem com meus olhos que rebolam
Como uma bola podre e mal jogada
Num campo de couves que desabrocham.
Meus dentes caninos de felino
Cravam-se na minha lingua doce,
Arrancam um bocado pequenino
Com a facilidade de uma foice.
Ilusão... O sabor é agridoce!
II
A barba oculta a minha tristeza
E um sorriso já muito esquecido
Que tento reavivar, com clareza,
Com uma navalha de ar cansado.
E entre as cicatrizes do passado
A que vivi agarrado, já velhas,
Está um destino inacabado,
Consumido, reduzido a faúlhas...
...Caídas como água pelas calhas...
III
Ah! Como eu queria ser um gato
E correr a cidade pelas telhas
E saltar dum telhado, lá no alto,
E deixar-me escorregar p'las calhas!
Desafiar a vida sete vezes,
Saltar as cercas e cair em pé,
E comer em restaurantes chineses
Deitado num enorme canapé!
E dar "vivas" por mim numa catedral,
Fazer dançar o padre e o cardeal,
Tocar os sinos num tom anormal,
E celebrar uma missa original...
...Para acompanhar o meu funeral!
23 Março 1989
Quem quiser mais disto, pode vir aqui.
(Eu não sabia que as couves desabrochavam.. Pensei que, pronto, elas crescessem, assim... Pronto, crescessem, taij'aver? Quer dizer, desabrochar... Pronto, 'tá bem, é pruque sim.)

2 Comments:
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