Sophia de Mello Breyner Andresen
Faleceu hoje, ainda nem sei como, vi agora no Telejornal. Era (era...) das minhas autoras de eleição, era do Porto, era (ao que me consta) uma senhora fantástica. Espero que lhe seja prestado o tributo que merece.
Um dia
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
É quem sabeis, Sophia de Mello Breyner Andresen.
Um dia
Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.
O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.
Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.
É quem sabeis, Sophia de Mello Breyner Andresen.

2 Comments:
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