Eu é que sou fixe e vou a Serralves ver a Paula Rego
Armada na freak-pseudo-intelectual-artista-frustrada que sabe ser no seu íntimo, Maria Cachucha dirige-se no passado Domingo à belíssima Fundação de Serralves para dar uma vista de olhos à exposição da supra-publicitada Paula Rego. Toda a gente que lê este blog sabe que "arte" e "cultura" são termos que nada dizem a Cachucha. Quando muito, arte poderia ser a forma bonita dos parafusos e das porcas e cultura poderia ser uma visita ao Estádio do Dragão em dia de jogo com o Benfica. Para mais do que isso, não dá.
Portantos, nesta visitinha a Serralves, Cachucha esquece-se de pequenos pormenores, a enunciar:
1) Cachucha acha "arte contemporânea" um conceito roto;
2) Aos domingos, o Museu de Serralves é à borla;
3) Ao ver a publicidade à exposição de Paula Rego, o primeiro comentário de Cachucha foi "Cá está... Gente que ganha dinheiro a desenhar coelhos homicidas...";
Como se pode ver por esta pequena introdução, foi uma experiência traumatizante. Cachucha, que foge dos centros comerciais como o Diabo da cruz por aquilo estar cheio de gente, vai para Serralves armada em alternativa e encontra legiões familiares, putos a tirar fotografias a tudo o que é quadro (até às janelinhas os chavalos tiravam fotos...), velhotes em excursão, "artistas" a analisar os quadros recorrendo a termos que eu NUNCA na vida proferiria (termos como "sinestesia plástica"), até a Fátima Lopes, do Sic 10 Horas, por lá se viu... Enfim, uma pequena maravilha.
Logo de início, a vontade foi fugir porta fora-aqui-d'el-rei-aqui-d'el-rei-alguém-confundiu-o-caminho-para-o-Norteshopping-e-veio-ter-a-Serralves. Mas pronto, lá fui eu mais dois coleguinhas de faculdade, ver a exposição.
Digo desde já que não vi tudo. Não estava com pachorra, mal entrei já estava farta daquilo. Mas vou fazer pequenos apontamentos acerca do que vi:
1) Velhos a masturbar-se;
2) Velhas a masturbar-se;
3) Pelicanos a comer a boca de pessoas;
4) Cadeiras feias;
5) Pedofilia;
6) Galos e galinhas e coelhinhos e uma coisa que supus que fosse uma cabrinha;
7) Travestis;
8) Armários mal-feitos como o raio que os parta;
9) Gajas pseudo-nuas, de pernas abertas(ao que me disseram era "a fase do aborto". Quem sou eu para discutir a fase abortiva de Paula Rego?);
10) Mais coisas que fiz por apagar da memória.
Ora, nestes momentos, urge arranjar uma frase pseudo-alternativa que dê a entender que nós gostamos montes daquilo e que todos os fins-de-semana vamos ver exposições do género. Deixo-vos aqui a pequena pérola que desencantei no Domingo, e dou-vos autorização para a utilizarem em situações de emergência como a por mim vivida. Atentai:
"Este quadro exprime todo um conceito niilista de auto-conhecimento e de encontro do seu verdadeiro "eu" interior."
É belo ou não é? Francamente, ainda estou a tentar descortinar qualquer tipo de sentido por trás daquilo, mas que dá um nível descomunal... Ninguém pode dizer que não...
Sou quem sabeis, Maria Cachucha
Portantos, nesta visitinha a Serralves, Cachucha esquece-se de pequenos pormenores, a enunciar:
1) Cachucha acha "arte contemporânea" um conceito roto;
2) Aos domingos, o Museu de Serralves é à borla;
3) Ao ver a publicidade à exposição de Paula Rego, o primeiro comentário de Cachucha foi "Cá está... Gente que ganha dinheiro a desenhar coelhos homicidas...";
Como se pode ver por esta pequena introdução, foi uma experiência traumatizante. Cachucha, que foge dos centros comerciais como o Diabo da cruz por aquilo estar cheio de gente, vai para Serralves armada em alternativa e encontra legiões familiares, putos a tirar fotografias a tudo o que é quadro (até às janelinhas os chavalos tiravam fotos...), velhotes em excursão, "artistas" a analisar os quadros recorrendo a termos que eu NUNCA na vida proferiria (termos como "sinestesia plástica"), até a Fátima Lopes, do Sic 10 Horas, por lá se viu... Enfim, uma pequena maravilha.
Logo de início, a vontade foi fugir porta fora-aqui-d'el-rei-aqui-d'el-rei-alguém-confundiu-o-caminho-para-o-Norteshopping-e-veio-ter-a-Serralves. Mas pronto, lá fui eu mais dois coleguinhas de faculdade, ver a exposição.
Digo desde já que não vi tudo. Não estava com pachorra, mal entrei já estava farta daquilo. Mas vou fazer pequenos apontamentos acerca do que vi:
1) Velhos a masturbar-se;
2) Velhas a masturbar-se;
3) Pelicanos a comer a boca de pessoas;
4) Cadeiras feias;
5) Pedofilia;
6) Galos e galinhas e coelhinhos e uma coisa que supus que fosse uma cabrinha;
7) Travestis;
8) Armários mal-feitos como o raio que os parta;
9) Gajas pseudo-nuas, de pernas abertas(ao que me disseram era "a fase do aborto". Quem sou eu para discutir a fase abortiva de Paula Rego?);
10) Mais coisas que fiz por apagar da memória.
Ora, nestes momentos, urge arranjar uma frase pseudo-alternativa que dê a entender que nós gostamos montes daquilo e que todos os fins-de-semana vamos ver exposições do género. Deixo-vos aqui a pequena pérola que desencantei no Domingo, e dou-vos autorização para a utilizarem em situações de emergência como a por mim vivida. Atentai:
"Este quadro exprime todo um conceito niilista de auto-conhecimento e de encontro do seu verdadeiro "eu" interior."
É belo ou não é? Francamente, ainda estou a tentar descortinar qualquer tipo de sentido por trás daquilo, mas que dá um nível descomunal... Ninguém pode dizer que não...
Sou quem sabeis, Maria Cachucha

1 Comments:
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