sábado, setembro 25, 2004

Poesia, Fotos & So On - XI

Como as férias estão a acabar, voltamos à "Poesia, Fotos & So On" com esta música do Jorge Palma que é, para mim, das melhores. Expressamente para o Ginjas, o Jaime, o André, a Kátia, a Bárbara, a Sara, a Damiana e o 12ºK - a turma dos reis. Para as noites Ritual ("há Álvaro Cunhal, depois José Mourinho e a envolver, temos Pinto da Costa."), para os exames de condução ("Oh menina... A menina, realmente..."), para o Euro ("ao menos ganhámos..."), para as tardes passadas "de café em café, de bar em bar", para o Yaris ("Foda-se... Até um volante, o filho da mãe do carro tem!"), para o Santoínho ("Bamus cumiê-reee i bubiê-reee"), para o Progresso, para as conversas ao anoitecer, para Mindelo, para o Algarve. Para os momentos sérios e os desvarios, as gargalhadas e as lágrimas entupidas. Para vocês todos.

Jorge Palma - "Bairro do Amor"

"No bairro do amor a vida é um carrossel
Onde há sempre lugar para mais alguém.
O bairro do amor foi feito a lápis de cor
Pra gente que sofreu por não ter ninguém.

No bairro do amor o tempo morre devagar
Num cachimbo a rodar de mão em mão.
No bairro do amor hã quem pergunte a sorrir
"Será que ainda cá estamos no fim do Verão?"

Eh pá, deixa-me abrir contigo,
Desabafar contigo,
Falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco,
Descontrair um pouco,
Eu sei que tu compreendes bem.

No bairro do amor a vida corre sempre igual
De café em café, de bar em bar.
No bairro do amor o sol parece maior
E há ondas de ternura em cada olhar.

O bairro do amor é uma zona marginal
Onde não hã prisões nem hospitais.
No bairro do amor cada um tem de tratar
Das suas nódoas negras sentimentais.

Eh pá, deixa-me abrir contigo,
Desabafar contigo,
Falar-te da minha solidão.
Ah, é bom sorrir um pouco,
Descontrair um pouco,
Eu sei que tu compreendes bem."

Sou quem sabeis, Maria Cachucha.