Os símios e a literatura portuguesa
Eu ia preparar-me para dizer outra vez mal dos símios da América do Sul e desta vez era por causa daquela merda de adaptação d"Os Maias", a soberba obra de Eça de Queiroz, adaptação essa que me parece desvirtuar estupidamente a genialidade do autor (tradução: os filhos da puta dos símios a porem o Eça às voltas no caixão).
Mas, como eu não gosto de falar do que não sei (cof cof) fui-me informar e, num site símio descobri esta pérola:
Coube à portuguesa Maria Adelaide Amaral ,autora de peças de teatro e livros ( e ainda, da bem-sucedida adaptação para minissérie de A Muralha,de Dinah Silveira Queiroz) , transpor o clássico romance de Eça de Queiroz (publicado em 1888) para a televisão, o que, a meu ver, resultou num dos trabalhos de rara beleza visual conjugado com um apuradíssimo texto, preocupado em seguir de perto a ironia e o ataque corrosivos que o autor desferiu à indolente sociedade portuguesa de seu tempo, segundo ele, corroída pelo ócio.
Mas que raios-fodam é este? Lá a parte da beleza visual eu não discuto, enfim... Agora.. apuradíssimo texto? Ai sim, de certeza... Primeiro, há símios a tentar falar português, o que é mau e dá vontade de rir ("Carlos Eduardo, eu amo-txi.", "Maria Eduarda, tu é o amor da minha vida." ou "Meu netxo, como todoz oz Maiáz, está prêdêstinado a sofrê") e "Os Maias" são uma tragédia, não uma comédia..
Segundo, os gajos não sabem que o avô se chama Afonso da Maia, preferem, tratá-lo respeitosamente como "Velho Maia".
Terceiro, e a pièce de résistance, "O único senão foi a aparição nos últimos capítulos, da chorosa e arrependida mãe que abandonara o filho e , de certa forma, atirou os irmãos ao incesto. Maria Manforte, depois de mais velha e tísica , queria abraçar pegajosamente o filho , sua vítima."´
Pois claro. Há um capítulo que Eça retirou à sua obra e que, só agora, mais de 100 anos depois, foi redescoberto pelo pessoal da Globo, em que Maria Monforte, que deveria estar morta, se levanta, "tísica e pegajosa", para vir abraçar e desculpar-se aos filhos.
E foi uma portuguesa, ainda por cima do Porto, que adaptou isto? Estava quase a começar a chorar mas, depois de ler mais um artigo sobre a mulher (não tinha nada que fazer, já viram as horas do post?), cheguei à conclusão que ela vive no Brasil, provavelmente há muitos anos. Está infectada.
Agora, estou à espera de uma adaptação d'"Os Lusíadas":
"E entxão, quandjo pássssávam o Cabo das Tôrmentjas, o Adamastor si lêvantou e comeu toda a tripulação, utjilizando dxipôis o mastro da navi espáciáu pôrtuguêsa (sim, dissscobrimos outro djia qui era uma navi espáciáu) pára palitar oz dêntjis."
Sou quem sabeis, Maria Cachucha.
Mas, como eu não gosto de falar do que não sei (cof cof) fui-me informar e, num site símio descobri esta pérola:
Coube à portuguesa Maria Adelaide Amaral ,autora de peças de teatro e livros ( e ainda, da bem-sucedida adaptação para minissérie de A Muralha,de Dinah Silveira Queiroz) , transpor o clássico romance de Eça de Queiroz (publicado em 1888) para a televisão, o que, a meu ver, resultou num dos trabalhos de rara beleza visual conjugado com um apuradíssimo texto, preocupado em seguir de perto a ironia e o ataque corrosivos que o autor desferiu à indolente sociedade portuguesa de seu tempo, segundo ele, corroída pelo ócio.
Mas que raios-fodam é este? Lá a parte da beleza visual eu não discuto, enfim... Agora.. apuradíssimo texto? Ai sim, de certeza... Primeiro, há símios a tentar falar português, o que é mau e dá vontade de rir ("Carlos Eduardo, eu amo-txi.", "Maria Eduarda, tu é o amor da minha vida." ou "Meu netxo, como todoz oz Maiáz, está prêdêstinado a sofrê") e "Os Maias" são uma tragédia, não uma comédia..
Segundo, os gajos não sabem que o avô se chama Afonso da Maia, preferem, tratá-lo respeitosamente como "Velho Maia".
Terceiro, e a pièce de résistance, "O único senão foi a aparição nos últimos capítulos, da chorosa e arrependida mãe que abandonara o filho e , de certa forma, atirou os irmãos ao incesto. Maria Manforte, depois de mais velha e tísica , queria abraçar pegajosamente o filho , sua vítima."´
Pois claro. Há um capítulo que Eça retirou à sua obra e que, só agora, mais de 100 anos depois, foi redescoberto pelo pessoal da Globo, em que Maria Monforte, que deveria estar morta, se levanta, "tísica e pegajosa", para vir abraçar e desculpar-se aos filhos.
E foi uma portuguesa, ainda por cima do Porto, que adaptou isto? Estava quase a começar a chorar mas, depois de ler mais um artigo sobre a mulher (não tinha nada que fazer, já viram as horas do post?), cheguei à conclusão que ela vive no Brasil, provavelmente há muitos anos. Está infectada.
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"E entxão, quandjo pássssávam o Cabo das Tôrmentjas, o Adamastor si lêvantou e comeu toda a tripulação, utjilizando dxipôis o mastro da navi espáciáu pôrtuguêsa (sim, dissscobrimos outro djia qui era uma navi espáciáu) pára palitar oz dêntjis."
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3 Comments:
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