Poesia, Fotos & So On - III
(Há dias em que me sinto particularmente adolescente e em que me dá para ler Fernando Pessoa. Há dias em que o simples facto de se ter 18 anos é uma coisa gravíssima) (Ainda para mais, fui logo escolher um poema que é mais conhecido que o tremoço, de um poeta que é mais conhecido que o tremoço. Qualquer dia, começo a escrever poesiA de retrete e AÍ SIM, MEUS AMIGOS, TENDES RAZÕES PARA VOS PREOCUPAR.)
"Às vezes em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um pais
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse pais por onde erra
Meu longinquo divagar.
Nem se sonha nem se vive:
è uma infância sem fim.
Parece que se revive
Tão suave é viver assim
Nesse impossivel jardim."
É quem sabeis, Fernando Pessoa
"Às vezes em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um pais
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse pais por onde erra
Meu longinquo divagar.
Nem se sonha nem se vive:
è uma infância sem fim.
Parece que se revive
Tão suave é viver assim
Nesse impossivel jardim."
É quem sabeis, Fernando Pessoa

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